Fervedouro, Mateiros

LESTE

Pense em uma imagem. Um vulcão em erupção cospe gêiseres de magma ultra-quente para o ar. Uma cidade desperta de seu sono, tão antiga que é como se você viajasse no próprio tempo. Agora pense: quem poderia ter conseguido filmar isso? A NASA? Uma produção multimilionária de Hollywood? Um fotógrafo de natureza veterano? E se o criador deste filme tivesse sido… Você?
Apresentação do drone Phantom 3, DJI [1]

Para chegar ao mais conhecido destino turístico do Tocantins é preciso percorrer pelo menos 160 quilômetros de estrada de terra. Na época das chuvas, este percurso tem trechos inviáveis até para veículos com tração nas quatro rodas. No entanto, no início de 2015, a despeito da estação chuvosa, Ulisses Magalhães não encontrou grandes obstáculos para fazer a viagem de Ponte Alta do Tocantins até Mateiros, uma das cidades que servem de base para quem visita o Parque Estadual do Jalapão.

Na última vez que esteve na região, em 2007, Ulisses teve que se contentar com seu próprio ponto de vista ao fotografar as dunas e cachoeiras do leste tocantinense; pisando na terra, no máximo com os braços levantados, torcendo para enquadrar direito a paisagem monumental do lugar. Oito anos depois, seu nível de documentação turística atingiu níveis inimagináveis daquela primeira vez. Na bagagem, protegidos em malas à prova da trepidação constante na estradinha de chão, ele traz dois drones.

Talvez o Jalapão de hoje, do alto, lembre Ulisses – que fez dinheiro distribuindo iogurte no interior do Brasil –, de sua primeira impressão sobre o norte do Goiás, hoje Tocantins. Em 1980, a convite de um familiar, foi gerenciar um garimpo na região de Itacajá. Onde eu estava, não tinha habitantes em um raio de 100, 150 quilômetros. Era como um deserto com vegetação.

Ulisses Albino Magalhães e seu drone na Serra do Espírito Santo, Mateiros

Vista desde a Serra do Espírito Santo, Mateiros

Rua 6, entre Avenida Maranhão e Rua 20, Mateiros

Rua 6, entre Avenida Maranhão e Rua 20, Mateiros

Rua 6, entre Avenida Maranhão e Rua 20, Mateiros

Rua 6, entre Avenida Maranhão e Rua 20, Mateiros

João Mílton com turistas no fervedouro, Mateiros

Se a família Ribeiro não apoiar, o candidato não ganha a eleição para prefeito em São Félix do Tocantins. Desde 1992, meses após a emancipação do município, foram Nazaré Ribeiro Chaves, Isamar Moraes Ribeiro – com diferença de um voto para o segundo colocado, também de sobrenome Ribeiro – Jânio Silva de Mendonça, este apoiado pela família, e Marlen Ribeiro Rodrigues, o atual mandatário. Os Ribeiro mandam aqui. É uma família tradicional. Na última votação elegemos sete vereadores, de nove vagas, diz Gercimar da Silva Xavier, primo, vereador e empresário do turismo na cidade de 1500 habitantes.

Gercimar da Silva Xavier em seu fervedouro da Bela VIsta, São Félix do Tocantins

Travessia do Rio Soninho #1, São Félix do Tocantins

Travessia do Rio Soninho #2, São Félix do Tocantins

Ponte abandonada, Novo Acordo

Victor Rafael com a Furiosa, Monte do Carmo

Monte do Carmo tem sua história ligada à mineração de ouro, descoberto em meados do século XVIII. Karleane Rodrigues Pereira, professora e estudante de direito em Palmas, é filha de um garimpeiro local que chegou a fazer fortuna nas minas da região. O povo daqui tinha muito dinheiro. Mas do jeito que vem, vai. Nunca vi um garimpeiro rico.

Hoje, o município de 7 mil habitantes é tanto entreposto de mineração como centro pecuarista. No dia dos festejos de São Sebastião, Karleane e sua irmã, Marta, fazem sucesso ao caminhar com seus adereços de ouro balançando pela Rua Moisés Rodrigues, abarrotada de vaqueiros e carros de som.

Karleane Rodrigues Pereira, Monte do Carmo

Marta Rodrigues Pereira, Monte do Carmo

Largada, Monte do Carmo

Sebastião Fontoura estrala o chicote #1, Monte do Carmo

Sebastião Fontoura estrala o chicote #2, Monte do Carmo

Sebastião Fontoura estrala o chicote #3, Monte do Carmo

Sebastião Fontoura estrala o chicote #4, Monte do Carmo

Fim de corrida, Monte do Carmo